Até logo.
Nós voltaremos".
Filho,
Como sempre.
Ele sorriu e disse claramente.
Para o meu avô de 95 anos.
Com o seu filho, que tinha regressado temporariamente de Londres,
O marido e eu,
E também com Mocha,
A família foi para a casa da família em conjunto.
No caminho, paragem num supermercado,
Comprar rolos de algas e inari,
Vamos todos comê-lo ao almoço.
Com pais que gostavam de viajar para o estrangeiro,
Londres é um ótimo lugar para falar sobre Londres.
Alimentação,
Tempo...
Por vezes com um baque e uma gargalhada,
A Mocha também abanou a cauda,
Mostrou uma cara feliz.
Já passou mais de um ano desde que o filho viu os seus pais?
A última vez que os vi foi
antes de partir para Londres.
Sim, daquela vez jantámos fora.
Num restaurante que era o nosso favorito há muito tempo,
jantámos todos juntos, lembro-me.
O meu pai costumava andar pelos seus próprios pés,
tentando o seu melhor naqueles dias.
Com uma bengala,
lentamente.
Lentamente.
Esse restaurante
já não existe.
O meu pai já não pode sair à rua
sem uma cadeira de rodas.
A mãe repete a mesma história,
Uma e outra vez.
Quando é que se vão embora desta vez?
Ele perguntou.
Diz-se que a próxima vez que o meu filho regressará a casa será por volta de agosto deste ano.
O tempo flui.
Tudo muda.
Até logo."
Seria bom se pudéssemos dizer adeus nessa altura, tal como fizemos hoje,
e dizer isso.
Todos sorrimos.
